| fim |
[29 Jan 2003|02:42am] |

deixo-a vir também adormecer .
adeus .
abençoado fim .
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| o nome da banda é... um zero amarelo #02 . |
[27 Jan 2003|10:43pm] |
vou abrir a janela . deixar a manhã entrar . sentar-me a fumar . quero ver-te acordar . quando o sol te iluminar . ... quando o sol te iluminar.. eu também hei-de ser luz . hei-de ser luz . luz .
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foto: anafora . deslize@24.01.2003</strong>
</html>
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| o nome da banda é... um zero amarelo . |
[27 Jan 2003|08:07pm] |
é frio no escuro . perdi o sentido e o calor da noite não mora aqui . o dia nasceu, cresceu e fugiu . a noite a chegar é a mãe da fome . diz-me onde estás tu . diz-me onde estás . dá-me o calor das tuas brasas, dos teus palácios .. do teu mel .
.
foto: anafora . deslize@24.01.2003</strong>
</html>
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| um zero amarelo . concertos |
[21 Jan 2003|06:36pm] |
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sexta feira, 24 de janeiro .
deslize, braga . 22.30 .
sábado, 25 de janeiro .
casa das artes, porto . com pop dell'arte .
formato sexteto . o regresso da minha banda favorita .
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[20 Jan 2003|12:51pm] |
natação obrigatória
e outros sinais de mutação nas sombras das luzes que obscurecemos
e.. cuidado!.. deixemos a infância repousar serena sobre um triângulo
de histórias esquecidas e engripadas
alguém nos roubou o sono, amanhã.
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| gripe |
[20 Jan 2003|08:04am] |
o sopro do dragão e a invernal leveza dos sentidos.
cidade aquário e pequenos-grandes almoços no poço
silencioso de lágrimas.
os sons no escuro.
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| depois de ti #05 |
[20 Jan 2003|06:54am] |
eu em lisboa. tu em espanha. o nosso amor em lugar nenhum - desfeito por toda a parte.
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| depois de ti #04 |
[19 Jan 2003|04:57pm] |
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noite seca e insensível. a minha voz abstem-se no silêncio opaco do chiar da porta que denuncia o frio agudo. nessa mesma noite percebi que a morte também bate à porta das pessoas de quem mais gostamos. as lágrimas custosas calcinam o desenrolar do novelo de fotografias preso à memória pontiaguda como se questionasse o conceito de vida - abreviando os sinais luminosos e o celebrar das aves sobre o êxtase sonoro dos murmúrios. a insónia dolorosa ofuscou a veemência da lareira e soprou-me pesadelos ao ouvido. três dias depois, à tarde, reencontramo-nos no espaço costumeiro. falaste-me de partida. a dor colossal da separação da tua avó. delineaste os traços do seu rosto na areia com um minúsculo pedaço de cortiça achado ao acaso. cedemos ao choro convulso no enlear de lembranças antigas. observei-te a caminhar em direcção ao mar tenso. assim ficamos mais do que um instante. regressaste e segredaste-me estremecida: quando esse dia chegar, seremos bem velhinhos e partiremos juntos. o nosso amor sobrevive a tudo - até ao pós morte. na noite que se sucedeu - e nas seguintes - adormeci aquietado e o turvo rendeu-se ao belo.
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| depois de ti #03 |
[18 Jan 2003|06:53am] |
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nós viamos o mar desde a mesma janela. o mesmo mar que observavamos inquietos, com as nossas pegadas propagadas pela areia densa - os passos que uniam a pequena distância entre as nossas moradas silenciosas. aquele era o primeiro espaço. não tinhamos uma cabana. tinhamo-nos a nós e às gavoitas sequiosas que pousavam sobre as nossas pequenas tatuagens escritas com os dedos alvos. as tardes passavam sem darmos por isso, entre sonhos harmónicos, melodias ondulantes e segredos ornados pelas cores das estações. não tinhamos frio e sabiamos o que nos esperava depois do oceano de azuis. nós deixamos de ver o mar desde a mesma janela, só que continuamos a olhar para o mar. outro mar. mais sinuoso, mesmo mais tarde, quando lá regressamos sozinhos ou quando as pegadas já não eram apenas as nossas. aí aquele espaço deixou de ser só nosso e percebi que já não era virgem. engoli o ar crespado, o oceano abatido e parti - sem deixar marcas.
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| depois de ti #02 |
[17 Jan 2003|03:37pm] |
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todos um dia quisemos ser jogadores de futebol. alguns sonhavam com as meninas dos filmes americanos ou com o porsche amarelo e pensavam que tudo estaria à distância de um golo. esses perceberam que a bola acaba sempre por não entrar ou, quanto muito, bate no poste. eu também quis, um dia, ser jogador de futebol. até te ver saltar à corda no recreio. fizeste-me esquecer a bola. primeiro a corda, depois o salto ameno. seguiram-se os olhares e sorrisos tímidos. finalmente, o beijo envergonhado. os beijos a um ritmo bem mais elevado que os golos no espaço ao lado. mais tarde, deixaste de saltar à corda e não voltaste a usar vestidos rosa. nesse dia, voltei a jogar à bola. os papéis inverteram-se. sobreviveram os olhares, os sorrisos menos tímidos e os golos com ou sem beijos. os anos esvoaçaram entre os nossos dedos e os jogos de futebol acabaram. nesse dia não te pude ver a saltar à corda, porque aqueles que não sonhavam com as meninas dos filmes americanos e com um porsche amarelo, acabam por perceber que o amor também acaba e, muitas das vezes, nem se acerta no poste.
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| depois de ti #01 |
[17 Jan 2003|02:38pm] |
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depois
de ti nem tudo são vidros estilhaçados ou imagens desfiguradas e baças, nem
tão pouco o que resta é um espaço sórdido e esmigalhado. depois de ti pouco
fará sentido. os poemas emagrecidos, as canções transformadas em gritos confundidos
nos passos indecisos e sonhos oprimidos. depois de ti não haverá reinícios,
mesmo que desembrulhemos todos os presentes não oferecidos e multipliquemos
os papéis de rebuçados esquecidos no armário dos nossos desejos quartados.
depois de ti desfizeram-se todos os relógios indiferentes à extensão do tempo
e ao espaço despejado. os erros e as roupas relembram que já fomos crianças
e brincavamos com corações de madeira e palhaços que cresciam na plasticina.
lembro-me do barro sobre as tuas mãos hábeis e dos sonhos que arquitectavamos
com giz de diferentes cores na lousa enfraquecida. um dia partimos e não voltamos
a ver-nos. depois de ti o rosa escureceu e deixei de foliar com o elástico do
teu cabelo. guardei um no cubículo dos nossos enredos - o mesmo local do primeiro
beijo. depois de ti.
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| a a z |
[14 Jan 2003|12:08pm] |
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A - anabela duarte . arnaldo antunes
B - beth orton . barzin
C - cais de veludo . cat power
D - dakota suite . dirty three
E - élena . echo & the bunnymen
F - f.r.e.i.
G - giardini di miró
H - hope sandoval
I - ida
J - jorge palma . joy division
K - kafka
L - legião urbana . low
M - mão morta . mler ife dada
N - nick cave . nick drake
O - ocaso épico
P - pop dell'arte . piano magic
Q - ...
R - radiohead . rita cardoso
S - superego . spiritualized
T - tindersticks . toranja
U - um zero amarelo
V - ...
W - will oldham
X - xana
Y - yann tiersen
Z - zeca afonso . zeca baleiro
exercício complicado
. decidi restringir a dois por letra . ficaram algumas coisas importantes de
fora por isso mesmo - songs: ohia, lullaby for the working class, serge gainsbourg,
jeff buckley, sétima legião, linha geral, mundo livre s/a, christina
rosenvinge, morphine, mercury rev, entre outros - e outros apareceram, mais
por uma questão de letra inicial, já que não são
tão importantes para mim, como alguns dos que ficaram de fora.
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| um zero amarelo |
[14 Jan 2003|11:12am] |
um zero amarelo + pop
dell'arte . 25 de janeiro . casa das artes, porto
oportunidade única para ver,
ao vivo, as minhas duas bandas portuguesas favoritas, ainda por cima num concerto
conjunto.
hoje foi uma noite de insónias. acordei às seis da manhã. decidi pegar na maqueta
dos um zero amarelo, que reune as gravações dos primeiros anos da banda. foi
com isto que os conheci. delicioso. algumas destas canções, perderam-se no tempo,
mas, para mim, ficaram.
esta será a nova página de um zero amarelo. já tem conteúdos, mas conto conclui-la lá para março. substituirá a antiga do terravista.
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| sons do quarto |
[13 Jan 2003|05:15am] |
| [ |
mood |
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sem sono . à espera que amanheça . |
] |

sonoramente o ano de 2003 começou
com estes discos e canções.
cat power . you are free .
disco lindo a ser editado no próximo dia dezoito de fevereiro. já tenho o
disco há dois meses graças ao maravilhoso soulseek, só que só agora apeteceu-me
ouvi-lo, apesar da ideia inicial ter sido ouvi-lo apenas em fevereiro. não
resisti, se calhar, um pouco assustado pela confirmada presença de eddie vedder
e dave grohl no álbum. há três canções que, para já, destaco: speak for me,
i don't blame you e names. roçam a perfeição. são do melhor de cat power.
as duas últimas ao piano. este disco vai ser uma presença incontornável este
ano. ela é uma deusa.
pato fu . televisão de cachorro . acabei o ano deliciado
com algumas faixas do disco ao vivo deles. uma delas - canção para você viver
mais - fez-me pegar neste disco, já um bocado empoeirado. na actualidade,
são uma das melhores bandas brasileiras e parecem-me já libertos do estigma
de serem os novos mutantes. neste disco - de 1998 - nota-se que ainda estavam
a procurar um caminho, que encontraram no ano seguinte, com o isopor. mas
isto não invalida canções belas como a "canção para você viver mais", "antes
que seja tarde" e "eu sei", cover bem conseguida da legião urbana. a fernandinha
takai tem uma voz linda, linda.
christina rosenvinge . cerrado . outro disco que fui busca
ao baú, por estar justamente colado ao televisão de cachorro. apeteceu-me
voltar a ouvi-lo. é o meu disco preferido dela - não contando com o belíssimo
acústico em que revisita a obra - e que marca a inversão numa carreira que
se poderia ter perdido entre o blues e o rock. é um disco escuro. fechado.
onde até se ausculta a claustrofobia na sua voz doce-delicada. lejos de casa,
amarillo, despues de ti e lo siento são algumas das minhas faixas preferidas.
toranja . ao vivo no palco seis . falei muito da vem rastejar
a semana passada, então quase que me obriguei a pegar novamente neste concerto.
gosto muito deles, indepentemente da, por vezes, excessiva colagem a jorge
palma. eu gosto, mesmo assim. sei que vão lançar disco de originais em 2003.
fico contente e vou comprá-lo, de certeza.
cais de veludo . finalmente passei do mini disc para o computador
as nossas canções novas e alguns ensaios que fomos fazendo desde o verão.
há coisas realmente lindas, apesar de ser muito suspeito. vamos ver se pegamos
nestas e nas que já estão construídas, e começamos a reunir material disperso,
para uma segunda maqueta e para em fevereiro/março tocarmos ao vivo. uma outra
estação, urbe e a falta são as minhas preferidas, entre as novas.
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[12 Jan 2003|11:36pm] |
"na verdade continuo sob a mesma condição, distraindo a verdade e enganando o coração"
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| fado(r) |
[11 Jan 2003|04:11am] |
 </a>
não te quero ver chorar sentada num degrau não foi o que quis chegou a hora de partir sobre o tempo de voltar
sopram os olhos feridos por cima das palavras digo adeus aos sons para os acordar depois de os deixar para sempre os recordar
repousa os segredos nos desenhos desenha-me numa canção canto-te no escuro sem luz - o desejo
não te quero ver sangrar sobre os vidros estilhaçados das histórias por acabar
porque o amor não deixará o amor não nos deixará.
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| joão amaral |
[11 Jan 2003|02:29am] |
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até amanhã, camarada.
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| vinte pedaços |
[10 Jan 2003|06:41pm] |

os teus cabelos sossegam sobre a minha almofada solitária. repara, há espaços por preencher. por encontrar. desfigura o negro com os pequenos movimentos assustados entremeados com a insónia vagarosa. um mísero filme francês a confundir o silêncio de cinza da caneta sobre o papel. amar-te sem te tocar, após o toque. por cada gesto teu, um olhar. o meu. fixo, preso à flor que me ausculta o peito. é tão incómodo não chorar com a agonia da partida, do fado de só te voltar a ver daqui a não sei quantos dias. absorver os minutos, os segundos como se fossem os últimos. o sofá pode ser a nossa morada, mas a persiana encerrada é nossa cúmplice na carne, no mel e no osso. as memórias deixaram de ser escassas. guardo-as no álbum das fotografias não tiradas, nas músicas que escutamos do primeiro beijo ao último murmúrio inviolável. porque é que um dia teremos que partir? porque não corro atrás de ti e do vento que nos escapa entre os dedos se é isso que quero? a próxima estação - o mar da praia que envolve os teus olhos lacrimosos. saudades de cada momento, de cada olhar teu, quando é meu. o teu cheiro no meu corpo e nos lençóis transmutados que segredam a densidade do amor. despidos sobre a luz ténue de uma lâmpada oculta sobre a mesa. o mover das tuas pálpebras. os teus lábios polposos e tudo o que quiseres, desde que não me deixes só com as fotografias. leva-me com o vento e com o som dos nossos passos sobre a calçada. fuma-me como a um cigarro, na certeza que as canções não mentem - falta aqui alguém, os ruídos são rosa e o amor ainda está cá.
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[09 Jan 2003|12:30pm] |
um dia de verão - teria eu seis ou sete anos - passeava com os meus avós, pelo passeio junto à praia de vila do conde. um senhor fez-me uma festa no cabelo e na cara. com muito carinho. ele não me conhecia de lado nenhum. eu já o tinha visto na teelvisão.
ele morreu ontem, num estúpido acidente de automóvel.
obrigado por tudo, josé viana.
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| discos#04 . os discos mais ouvidos em 2002 . ordem cronológica |
[09 Jan 2003|10:50am] |
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| bonecos de papel |
[08 Jan 2003|08:32pm] |
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ela abre a janela do quarto corre pela casa leve e solta chama por mim ao entardecer ou quando chove lá fora
desenha palavras no caderno sossega o mundo no travesseiro segreda o meu nome num beijo ou quando a flor colhe o peito
somos bonecos de papel lemos romances de cordel velhas feiticeiras num bordel afogadas em santo mel
ele estende a janela da sala voa como um pássaro doce e saudoso chama por mim ao amanhecer ou quando faz sol lá fora
escreve poemas no papel desperta o mundo no travesseiro grita o meu nome num beijo ou quando a flor despe-me o peito
somos bonecos de papel lemos romances de cordel velhas feiticeiras num bordel afogadas em santo mel.
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| dezanove pedaços |
[08 Jan 2003|07:42pm] |
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nem todos os cigarros que apagamos tinham frio. nem todos os silêncios que nos estranham eram sentidos. a cama está fria à espera dos teus cigarros esquecidos, dos teus silêncios audíveis e de nós - frios sobre a cinza, sentidos na contemplação e despidos com a ausência. o fumo expande-se pela sala misteriosa, enquanto a janela intervalada na madrugada - serão talvez três da manhã - surpreende-nos: será mesmo um dia de inverno? a garrafa de porto revolve-se pelo chão, abandonada pelas horas sussurradas das viagens do corpo sobre o corpo. descanso na luz de uma meia rota. um estendal no acaso perpetuado. gosto de caminhar descalço e de ver os teus pés cruzarem-se com os meus ou a caminhar sobre a areia insonsa e o mar revolto - como nas fotografias envergonhadas - antecipando cenários que o lento passar dos dias confirmarão, com ou sem janelas abertas sobre o mundo torto. hoje as canções de amor fazem sentido. pelo menos hoje. amanhã - não, quem sabe. .
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| discos#03 . discos da minha vida . janeiro 2003 |
[08 Jan 2003|06:01pm] |
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1 . radiohead . ok computer
2 . jorge palma . o lado errado da noite
3 . um zero amarelo . um zero amarelo
4 . dakota suite . morning lake forever
5 . cat power . what would the community think
6 . legião urbana . v
7 . pequeno aquiles . pequeno aquiles
8 . v/a . ama romanta sempre!
9 . anabela duarte . delito
10 . pop dell'arte . sex symbol
11 . mão morta . müller no hotel hessischer hof
12 . joy division . closer
13 . sérgio godinho . pano cru
14 . nick cave . boatman's call
15 . radiohead . the bends
16 . spiritualized . ladies and gentlemen we are floating in space
17 . nick drake . pink moon
18 . tindersticks . i
19 . songs: ohia . protection spells
20 . dakota suite . alone with everybody
cais de veludo . murmúrio
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[08 Jan 2003|03:03am] |
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afogado em tudo o que não quero ter. como se fosse possivel o tempo voltar atrás. a apagar. "vais ser nada.. tudo para mim".
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| cat power |
[08 Jan 2003|12:59am] |
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speak for me .
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| discos#02 . internacional 2002 |
[05 Jan 2003|10:25pm] |
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1 . songs: ohia . didn't it rain
2 . low . trust
3 . piano magic . writers without homes
4 . dakota suite . this river only brings poison
5 . sonic youth . murray street
6 . coldplay . a rush of blood to the head
7 . niños mutantes . el sol de inverno
8 . boards of canada . geogaddi
9 . ida . shhh....
10 . mary timony . the golden dove
11 . mendoza line . lost in revelry
12 . beck . sea change
13 . beth orton . daybreaker
14 . perry blake . california
15 . stina nordenstam . this is stina nordenstam
16 . zeca baleiro . pet shop mundo cão
17 . pato fu. ao vivo no museu de arte da pampulha
18 . audra . going to the theatre
19 . josh rouse . under cold blue stars
20 . craig armstrong . as if to nothing
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| jorge palma |
[05 Jan 2003|05:18pm] |
com uma viagem na palma da mão . jorge palma . página marginal . finalmente online .
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| discos#01 . portugal 2002 |
[05 Jan 2003|04:05pm] |
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1 . pop dell'arte . so goodnight
2 . anamar / né ladeiras / pilar . ao vivo
3 . jorge palma . no tempo dos assassinos
4 . linha da frente . linha da frente
5 . asiouasi . #02
6 . raindogs . life after vegas
7 . wordsong . al berto
8 . fado morse . gritar o fado
9 . gnr . do lado dos cisnes
10 . pedro abrunhosa . momento
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| o livro dos dias |
[05 Jan 2003|02:43pm] |
não há mais ninguém aqui derrotamos os fantasmas dos teus sonhos agitados vejo-te deslizar sobre o meu sofá
dás-me vontade de sonhar dás-me vontade de te beijar dás-me vontade de te amar
dás-me vontade de sonhar por cada segundo do teu sono quero-te cantar e esvoaçar mesmo sabendo que não me ouves
mas há sempre uma canção só mais uma canção como amar-te sem te tocar como arte ao acordar
no silêncio dos desejos as tuas palpebras cerradas e a minha vontade de chorar os nossos segredos sobre um vale de lágrimas
as palavras balbuciadas suaves murmúrios com a vontade de escorregar o meu corpo no teu o teu corpo no meu e o regressar pedra sobre pedra beijo por beijo
fuma-me como a um cigarro faz de mim o teu escravo dança sobre o meu mundo porque o amor renasceu
amo-te tanto e tu aqui amo-te tanto longe daqui
dás-me vontade de sonhar dás-me vontade de te beijar dás-me vontade de te amar dás-me vontade de sonhar.
amo-te tanto e tu aqui amo-te tanto longe daqui.
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[05 Jan 2003|12:34am] |
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uma outra estação, pá. e, sei lá, recomeçar longe daqui, num lugar qualquer, desde que haja um trapézio e o choro de um palhaço. apagar as memórias se conseguir. e a solidão, pá? não sei. quantos comboios já perdi? .
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